quarta-feira, 1 de abril de 2026

Desde a emancipação, Câmara de Votorantim integra a construção da cidade


Instalada junto com o novo município, em 1965, a Casa começou de forma improvisada, acompanhou o crescimento urbano e se consolidou como parte da vida pública votorantinense

Por Raphael Moreno


A história da Câmara Municipal de Votorantim começa com a própria formação do município. Depois do plebiscito realizado em 1º de dezembro de 1963, que confirmou a vontade da maioria da população pela emancipação, Votorantim deixou de ser distrito de Sorocaba e passou a construir sua trajetória administrativa e política. O município foi criado pela Lei Estadual nº 8.092, de 28 de fevereiro de 1964, e instalado oficialmente em 27 de março de 1965.

Naquele dia, uma solenidade no Clube Atlético Votorantim marcou a posse da primeira administração autônoma da cidade. O vereador mais votado, Domingos Mitidieri Filho, assumiu a presidência da Câmara e deu posse ao prefeito Pedro Augusto Rangel e ao vice-prefeito Laurindo Alves da Silva. Começava ali a história do Legislativo votorantinense.

Poucos dias depois, em 1º de abril de 1965, foi realizada a primeira sessão ordinária da Câmara Municipal. Os nove vereadores da primeira legislatura iniciaram os trabalhos em um cenário ainda distante da estrutura existente hoje. O prédio que abrigou os primeiros passos da Casa, atual sede do Legislativo, funcionava então como uma pequena facção têxtil e foi cedido sem reforma nem adaptação.

Primeiro diretor da Câmara, Edson Veronese recorda que o início foi marcado por carências e improvisos. Segundo ele, não havia mesas, cadeiras nem material de expediente. O plenário foi montado com carteiras escolares aproveitadas de um curso realizado durante o processo de emancipação do município. A estrutura administrativa também era mínima. A Câmara começou com apenas três funcionários: o próprio Veronese, na secretaria, uma servidora responsável pela limpeza e pelo café, e um vigia noturno.

A falta de recursos era tanta que servidores e vereadores levavam de casa papel, canetas e outros itens básicos para manter o funcionamento da Casa. Nos primeiros meses, o município ainda não dispunha de arrecadação regular e a rotina exigia esforço redobrado de todos os envolvidos.

As sessões ocorriam às terças e sextas-feiras, sempre a partir das 20 horas, e muitas vezes atravessavam a madrugada. Vários vereadores eram operários. Em alguns casos, saíam do plenário direto para o trabalho nas indústrias. Nas primeiras legislaturas, também não havia remuneração para os parlamentares. O trabalho era sustentado pelo compromisso com a cidade recém-instalada.

Edson Veronese resume aquele período como um tempo de dedicação e senso de missão. Para ele, o que movia a Câmara era a disposição de ajudar a organizar um município que dava seus primeiros passos. A precariedade da estrutura, no entanto, não impedia o funcionamento do Legislativo nem diminuía a importância das decisões tomadas naquele momento.

Quem acompanhou de perto parte dessa trajetória foi o jornalista José Antonio Rodrigues, o César da Folha. Ele passou a frequentar a Câmara em 1978, quando a Casa funcionava em um espaço apertado no prédio da Rua Monte Alegre. Segundo ele, as sessões já revelavam a força do debate político local e o empenho dos vereadores em tratar das demandas da cidade.

Na avaliação do jornalista, a Câmara nasceu em um momento decisivo para Votorantim e ajudou a dar direção ao município. Mesmo em fases distintas e sob diferentes composições políticas, o Legislativo manteve, segundo ele, uma ligação constante com os interesses da população e com o crescimento da cidade.

A relação com a imprensa, no entanto, era bem diferente da atual. Naquele período, a Câmara não contava com assessoria de comunicação. A divulgação das decisões e discussões dependia, em grande parte, da cobertura dos veículos locais. César da Folha lembra que o jornal exercia papel importante como elo entre o Legislativo e a comunidade.

Ao longo dos anos, a Câmara também mudou de endereço. Depois de funcionar no prédio inicial, transferiu-se para um imóvel na antiga Rua do Comércio, atual Avenida 31 de Março. Mais tarde, passou a ocupar um casarão na esquina da Avenida 31 de Março com a Rua Monte Alegre. Em meados de 1982, retornou ao primeiro prédio, já desapropriado e incorporado ao patrimônio público.

Com o avanço de Votorantim, a estrutura do Legislativo também precisou crescer. Novas salas foram construídas, setores foram criados e o prédio ganhou pavimento superior. O que começou em espaço improvisado, com móveis escassos e quadro reduzido de servidores, se transformou em uma instituição consolidada e integrada à rotina administrativa do município.

A trajetória da Câmara Municipal de Votorantim reflete, assim, o próprio desenvolvimento da cidade. Desde os tempos em que as sessões avançavam pela madrugada e os vereadores ocupavam carteiras escolares, até a estrutura atual, a Casa acompanhou as mudanças do município e participou de sua construção institucional.

Mais do que guardar a memória de seus primeiros anos, a história da Câmara ajuda a compreender o caminho percorrido por Votorantim desde a emancipação. É uma história feita de trabalho, adaptação e participação pública, lado a lado com o crescimento da cidade.

Fonte: Câmara de Votorantim

quarta-feira, 26 de novembro de 2025

Bamavo é Campeã Nacional de Bandas e Fanfarras



No último sábado (22) a BAMAVO conquistou o Campeonato Nacional de Bandas Marciais na categoria mirim na cidade de Amparo/SP.
A Bamavo teve 60 integrantes entre Banda, Corpo Coreográfico e Baliza, onde conquistou o 1° Lugar como Corpo Musical Banda Marcial comandado por Daivid William e Dinho Piper.
1° Lugar na categoria Corpo Coreográfico e 2° Lugar no Pavilhão Cívico com Daniele Rincon.
1° Lugar na categoria Baliza com Isabela Estaregui que teve Evelin Ramos como responsável pela coreografia.
A Banda Marcial de Votorantim BAMAVO (CIMU) é um projeto social que há 28 anos, vem transformando a realidade de crianças e jovens na cidade através da música, onde já passaram mais de dois mil integrantes. Hoje atende cerca 120 pessoas na Banda Marcial e desenvolve projetos como Bamavo Kids, Fanfarra  Caipira e aulas de Fanfarra e Coral/Teatro nas escolas municipais em Tempo Integral.
A Banda BAMAVO tem a sua próxima apresentação no desfile da cidade onde os integrantes vêm ensaiando um novo repertório.

Fonte: Assessoria Renata Amaral

quinta-feira, 23 de outubro de 2025

Projeto “Narrativas Digitais” oferece oficinas de audiovisual para assistidos da APAE de Votorantim


O projeto Narrativas Digitais, da Escola Comunitária de Audiovisual de Votorantim (ECAV), do Ponto de Cultura TV Votorantim, é realizado com jovens e adultos assistidos pela APAE de Votorantim. A iniciativa oferece oficinas gratuitas de produção audiovisual com celular, promovendo inclusão e expressão criativa por meio da linguagem digital. A realização é do Ministério da Cultura e da Prefeitura de Votorantim, por meio do Fundo Municipal de Cultura, com o apoio da Associação Horizontes e da APAE de Votorantim.

As aulas acontecem às terças-feiras, sob orientação do professor Jesse James dos Santos, relações públicas, produtor cultural e documentarista. O curso aborda técnicas de gravação, fotografia e edição, utilizando o celular como principal ferramenta de produção, valorizando a cultura local e incentivando a criação de vídeos sobre temas de interesse dos participantes.

"A proposta é mostrar que qualquer pessoa pode contar suas histórias e registrar o cotidiano, usando o celular como ferramenta de expressão. O mais importante é despertar o olhar criativo e o protagonismo dos participantes", explica o professor Jesse James.

Os vídeos produzidos ao longo das aulas serão exibidos em uma mostra aberta ao público e transmitidos pela TV Votorantim e pela COM Brasil TV, com alcance nacional.

"Esse projeto é muito significativo porque une cultura, tecnologia e inclusão. É uma oportunidade de dar visibilidade a vozes que muitas vezes não têm espaço na mídia tradicional", destaca o jornalista Werinton Kermes, coordenador do projeto.

Para Mônica Marsal, gestora da APAE de Votorantim, a parceria é motivo de alegria entre os participantes. "Os nossos alunos ficaram muito felizes com a novidade e ansiosos pelo início das aulas. Esse tipo de ação amplia as possibilidades de inclusão, desenvolve novas habilidades e fortalece a autoestima deles", afirmou.

O projeto conta ainda com recursos de acessibilidade, como tradução em Libras e monitoria.

O Ponto de Cultura TV Votorantim é mantido pela Associação das Entidades Administradoras e Usuárias do Canal Comunitário de Votorantim.


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