Notícia publicada na edição de 23/09/2011 do Jornal Cruzeiro do Sul, na página 8 do caderno A
Regina Helena Santos
Motivados pela data, alguns deixaram seus carros em casa e em Votorantim, a campanha teve apoio da prefeitura
Na avenida 31 de Março, a adesão foi percebida com a pouca movimentação de automóveis circulando pelo centro - Por: Emídio Marques
Experimentar novos meios de transporte e, com isso, mudar a rotina, os trajetos, as sensações. Esse foi o exercício praticado por muitas pessoas que resolveram deixaram o automóvel em casa, ontem, e aderir ao Dia Mundial Sem Carro. A data, que surgiu na Europa no final do século 20, tem como objetivo conscientizar as populações sobre todos os problemas ocasionados pelo uso excessivo dos carros, principalmente a poluição do ar. Com apoio e campanha da administração municipal, no caso da cidade de Votorantim, ou por iniciativas isoladas, em Sorocaba, muita gente dedicou a data a uma reflexão sobre qualidade de vida.
Para não usar o automóvel ontem, as alternativas escolhidas pela maior parte das pessoas foram bicicleta, o andar a pé ou a busca por uma carona. A coordenadora de planejamento Adriana Justi Antonelli, de 38 anos - que trabalha numa agência de publicidade de Sorocaba na qual todos os funcionários se empenharam para aderir à data - optou pela primeira. "Gosto muito de andar de bicicleta mas nunca tinha vindo assim ao trabalho." Ela contou que a mudança de rotina não foi tão difícil, mas precisou ser bem planejada, o que permitiu que um dos dois carros da família permanecesse na garagem. Com o marido, que ficou com o automóvel, ficou a responsabilidade de levar os três filhos na escola, na hora do almoço, e buscar no fim da tarde.
Já Adriana, acordou meia hora mais cedo e precisou prestar atenção se a mochila preparada no dia anterior continha tudo o que ela precisaria durante o dia. "Primeiro tive que dispensar a bolsa. Depois separar uma roupa para trabalhar e outra para eu colocar na volta, já que sabia que a da ida ficaria toda suada. Além de tudo o que ia usar para tomar um banho na agência." O trajeto entre o Ibiti do Paço e o bairro de Santa Rosália foi feito em 40 minutos. Apesar de ocupar muito mais tempo que os dez usados para o transporte de carro, a mudança foi aprovada. "A gente chega com pique, começa o dia mais animada." Porém, apesar de estar disposta a repetir a experiência mais vezes, Adriana reconhece que é difícil tomar essa atitude todos os dias.
"O problema é o nosso dia-a-dia corrido, cheio de imprevistos. Hoje mesmo, surgiu um almoço com um cliente. Ou tenho que ir a pé ou ele virá me buscar." Seu colega de trabalho, o diretor de criação Thiago Santoro, de 29 anos, optou por andar 4,5 km, a partir da sua casa, na rua Humberto de Campos, intercalando momentos de corrida e caminhada. "Demorei uma hora, enquanto que de carro é dez minutos." Para a empreitada ele teve que acordar uma hora mais cedo e também preparar sua mochila. "Acabei me esquecendo da tolha de banho", confessou. Para ele, a experiência serviu como forma de "sair do lugar comum, da zona de conforto do carro", que na sua opinião é o principal motivo que leva a maioria das pessoas a não buscar por um meio de transporte alternativo. "Estar à pé me obriga a sair daqui e voltar para casa, a não me estender muito no horário de trabalho, a acordar mais cedo. Mas acho que vale a pena, vou tentar incluir essa prática na minha rotina. Todo dia vai ser impossível, mas talvez alguns dias na semana", planeja.
Servidor da Prefeitura de Votorantim, Carlos Eduardo de Campos, de 40 anos, também foi um dos que decidiu por alterar sua rotina no Dia Mundial Sem Carro. Morador de Sorocaba, ele vive com a mulher e filhos no bairro do Mangal, em Sorocaba. Todos os dias, ambos saem cedo de casa com rumos bem diferentes: ela vai para o Alto da Boa Vista, de carro, e ele segue para a cidade vizinha, de moto. "Hoje (ontem) vim de carona com ela, que me deixou lá no trevo da morte. Vim até aqui a pé", contou. Seu plano era usar um ônibus para voltar para casa, no fim da tarde.
"Foi muito tranquilo. Com certeza se todos fizéssemos isso com mais frequência teríamos uma melhor qualidade de vida, sem trânsito, estresse e com um ar melhor para respirar", opinou. O diretor de Trânsito e Transportes da Prefeitura, Eric Romero, de 36 anos, que todos os dias percorre de carro os 4 quilômetros entre o Mirante dos Óvnis, onde mora, até o trabalho, resolveu fazer o trajeto andando. "Acho que essa campanha é boa para quebrar a rotina e alertar sobre a dependência que temos do carro. Percebemos que desse jeito podemos economizar e ainda cuidar da saúde."
Para não usar o automóvel ontem, as alternativas escolhidas pela maior parte das pessoas foram bicicleta, o andar a pé ou a busca por uma carona. A coordenadora de planejamento Adriana Justi Antonelli, de 38 anos - que trabalha numa agência de publicidade de Sorocaba na qual todos os funcionários se empenharam para aderir à data - optou pela primeira. "Gosto muito de andar de bicicleta mas nunca tinha vindo assim ao trabalho." Ela contou que a mudança de rotina não foi tão difícil, mas precisou ser bem planejada, o que permitiu que um dos dois carros da família permanecesse na garagem. Com o marido, que ficou com o automóvel, ficou a responsabilidade de levar os três filhos na escola, na hora do almoço, e buscar no fim da tarde.
Já Adriana, acordou meia hora mais cedo e precisou prestar atenção se a mochila preparada no dia anterior continha tudo o que ela precisaria durante o dia. "Primeiro tive que dispensar a bolsa. Depois separar uma roupa para trabalhar e outra para eu colocar na volta, já que sabia que a da ida ficaria toda suada. Além de tudo o que ia usar para tomar um banho na agência." O trajeto entre o Ibiti do Paço e o bairro de Santa Rosália foi feito em 40 minutos. Apesar de ocupar muito mais tempo que os dez usados para o transporte de carro, a mudança foi aprovada. "A gente chega com pique, começa o dia mais animada." Porém, apesar de estar disposta a repetir a experiência mais vezes, Adriana reconhece que é difícil tomar essa atitude todos os dias.
"O problema é o nosso dia-a-dia corrido, cheio de imprevistos. Hoje mesmo, surgiu um almoço com um cliente. Ou tenho que ir a pé ou ele virá me buscar." Seu colega de trabalho, o diretor de criação Thiago Santoro, de 29 anos, optou por andar 4,5 km, a partir da sua casa, na rua Humberto de Campos, intercalando momentos de corrida e caminhada. "Demorei uma hora, enquanto que de carro é dez minutos." Para a empreitada ele teve que acordar uma hora mais cedo e também preparar sua mochila. "Acabei me esquecendo da tolha de banho", confessou. Para ele, a experiência serviu como forma de "sair do lugar comum, da zona de conforto do carro", que na sua opinião é o principal motivo que leva a maioria das pessoas a não buscar por um meio de transporte alternativo. "Estar à pé me obriga a sair daqui e voltar para casa, a não me estender muito no horário de trabalho, a acordar mais cedo. Mas acho que vale a pena, vou tentar incluir essa prática na minha rotina. Todo dia vai ser impossível, mas talvez alguns dias na semana", planeja.
Servidor da Prefeitura de Votorantim, Carlos Eduardo de Campos, de 40 anos, também foi um dos que decidiu por alterar sua rotina no Dia Mundial Sem Carro. Morador de Sorocaba, ele vive com a mulher e filhos no bairro do Mangal, em Sorocaba. Todos os dias, ambos saem cedo de casa com rumos bem diferentes: ela vai para o Alto da Boa Vista, de carro, e ele segue para a cidade vizinha, de moto. "Hoje (ontem) vim de carona com ela, que me deixou lá no trevo da morte. Vim até aqui a pé", contou. Seu plano era usar um ônibus para voltar para casa, no fim da tarde.
"Foi muito tranquilo. Com certeza se todos fizéssemos isso com mais frequência teríamos uma melhor qualidade de vida, sem trânsito, estresse e com um ar melhor para respirar", opinou. O diretor de Trânsito e Transportes da Prefeitura, Eric Romero, de 36 anos, que todos os dias percorre de carro os 4 quilômetros entre o Mirante dos Óvnis, onde mora, até o trabalho, resolveu fazer o trajeto andando. "Acho que essa campanha é boa para quebrar a rotina e alertar sobre a dependência que temos do carro. Percebemos que desse jeito podemos economizar e ainda cuidar da saúde."
Thiago Santoro - Por: Emídio Marques
Adriana Justi Antonelli - Por: Emídio Marques
Carlos Eduardo de Campos - Por: Emídio Marques
Eric Romero - Por: Emídio Marques

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